2. O que libertários defendem?

Os libertários defendem a tolerância radical.

O libertarianismo é uma doutrina exigente – exige que cuidemos de nossos próprios negócios, embora a maioria de nós prefira isso. Em uma sociedade livre, alguns escolherão seguir estilos de vida tradicionais. Outros escolherão novas maneiras de viver. Alguns escolherão comunidades unidas. Alguns escolherão comunas. Alguns escolherão uma vida sozinha. Alguns serão perversos. Alguns serão virtuosos. Enquanto uma pessoa viver em paz e respeitar a liberdade dos outros, ela pode viver sua vida como quiser. Os libertários dizem: “Viva e deixe viver.” Ninguém deve ser forçado a se adequar à visão de vida boa de outra pessoa. Mesmo quando vemos outras pessoas levando uma vida perversa, imprudente, autodestrutiva ou estúpida, devemos deixá-los em paz, desde que essas pessoas respeitem os direitos dos outros. Podemos tentar persuadir outras pessoas a mudar seus hábitos. Podemos dar bons exemplos. Mas não podemos forçá-las a serem melhores.

Os libertários defendem o voluntarismo radical. Os libertários querem que todas as interações humanas sejam baseadas no consentimento, não na força. Cada pessoa deve ser soberana sobre sua própria vida.

Os libertários defendem o respeito radical. Todo adulto normal tem o poder de desenvolver e agir de acordo com a concepção de uma vida boa e um plano para realizar essa concepção. As pessoas são agentes de suas próprias vidas. Essa agência é importante – é o que diferencia os humanos de outras criaturas sencientes. Para respeitar os indivíduos como agentes, devemos conceder-lhes uma esfera de liberdade pessoal, civil e econômica tão ampla quanto possível, compatível com outros que tenham uma esfera de liberdade igual.

Os libertários defendem a igualdade radical. Nenhuma pessoa ou grupo de pessoas tem autoridade especial sobre os outros. Ninguém governa por direito. Cada pessoa, independentemente de capacidade, virtude ou classe social, tem fundamentalmente a mesma posição moral. Somos todos igualmente soberanos sobre nós mesmos e igualmente não soberanos sobre os outros.

Os libertários defendem a paz radical. Muitas pessoas parecem acreditar que os governos podem tratar os cidadãos de outros países como se eles não fossem totalmente humanos. Os libertários acreditam que todas as pessoas, não importa onde nascem, têm a mesma posição moral fundamental. Nenhuma nação pode sacrificar os interesses de estrangeiros para promover sua própria economia. Império e conquista nunca são justificados. Os governos não podem fazer guerra apenas para garantir vantagens para seus próprios cidadãos. Os governos podem fazer guerra apenas em legítima defesa.

Libertários defendem responsabilidade. Em uma sociedade livre, as pessoas devem assumir a responsabilidade por suas próprias decisões. Eles não devem externalizar o custo de suas decisões erradas para os outros. Os libertários também acreditam que um povo responsável e livre se unirá para resolver problemas.

Assim, os libertários defendem a liberdade radical. Cada pessoa pode decidir como será sua vida. Não precisamos nos justificar para os outros. Cada um de nós possui uma inviolabilidade, fundada na justiça, que proíbe os outros de nos sacrificarem para alcançar maior estabilidade social, eficiência econômica ou fins culturais desejáveis.

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